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Se existe algo que possa definir Japão é, talvez, um “breve” poema de Haikai, essa composição poética que consta somente de 17 sílabas repartidas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas respectivamente. Poemas breves, fugazes, pequenos e delicados. No Japão a grandeza encontra-se na extrema meticulosidade e nas coisas simples. Nas miniaturas e na simplicidade das formas.
São estes elementos que melhor definem o esplendor do Japão, uma terra onde, ademais dos milhares templos budistas e santuários shintoístas, a própria natureza improvisa uma frugal composição de cores, aromas e sons, que se combinam de tal maneira para criar o mais belo poema do Oriente. Japão é uma viagem ao mais além, uma viagem ao indescritível. É um país que encanta, que cativa, que faz perder os sentidos e que convida a realizar um culto ao efêmero, a busca da paz interior e a conquista da beleza.
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